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October 29

Metáfora
Quero pintar uma tela
Com uma cor inexistente
Não que eu seja diferente
Mas cansei da aquarela.
Fico agora pensando
Qual a cor irei usar
Começo a procurar
As tintas vou misturando
vejo o verde, é real
então não me satisfaz
preciso ser capaz
de torna-lo irreal
todas as cores misturei
fiquei decepcionada
a vida não muda em nada
mas eu me modifiquei
Memórias: Tereh
 October 28   
Oh, saudade que se apresenta distante
e ao longínquo meus olhos te alcançam...
Um manto de dores meus olhos emboçam,
choro no desejo de voltares, meu amante.
Trouxe a saudade o querer de a ti beijar
e do teu corpo no meu corpo a lembrança,
o quanto de ti cuidei minha amada criança,
mas veio a vida dos meus braços te levar.
E olhando o infinito assim eu vou sofrendo,
buscando na saudade encontrar o teu calor,
com tua presença no meu sonho me querendo.
E o dia que me encontrares eterno amor
Ouça a brisa as tuas perguntas respondendo
Que se já não vivo, é porque morri de dor.
Memórias: Tereh
 October 27 
QUEM NÃO TOMA MEDIDAS, ALIA-SE

Eu quero arrancar de mim a sabedoria de viver.
Quero olhar a natureza e não pensar na extinção
Olhar no pobre a necessidade e não a absorver
participar da corrupção humana e não abrir mão.
Quero ver o infinito sem necessidade de decifrar
Aceitar o grito de guerra ecoando na humanidade
Ao ouvir lamentos alheios, na frieza não chorar
Como alienada, apoiar nessa vida a deslealdade
Sorrir da alma que chora e jamais me envolver
Quero dormir o sono tranqüilo do que é injusto
Abandonar o que chamei dignidade e me perder
Quero parceria com a loucura que sem medida
Ergue a taça da vitória, pois o mundo lhe abraça
E de mão com a falsidade, deixarei de ser sofrida.
Memórias: Tereh
October 26
Voe triste alma, em direção ao céu
na busca do alívio há tanto requerido...
Quisera eu a alegria ter conhecido
Protegendo-me em seu branco véu
Quis a vida destinar-me ao sofrimento,
carregando-me nos braços, ao nascer,
o leite da amargura obrigou-me a beber
e deitou-me no berço do frio desalento
Hoje em dores, fraqueja-me a saudade
do que não fui, do que jamais conheci
e o cansaço de viver, meu corpo invade.
E no dia que já não mais estar aqui,
pois recolheu-me então a eternidade,
saberei enfim, porquê tanto sofri.
Memórias: Tereh
COM PROBLEMAS DE SAÚDE, APENAS RETRIBUIREI AS VISITAS. DESCULPEM-ME.
Tereh
October 25
Há a Lua.
Não há borboletas voando ou pássaros cantando. A superfície do lago esta calma, morta. Nenhum mergulhão madrugador corta os céus.
Nenhum zumbido de inseto. O vento não corre entre as árvores. As folhas não farfalham. A água não bate na praia.
A beleza, alimento d'alma, já não existe... Tão quieto o mundo, ou será só o meu? O mais leve ruído quebraria a camada do gelo que me cobre !
Ainda assim, há a lua. Todas as noites. Soturna, pálida, bela. Só ela não muda o encanto.
É a ausência que tudo cala. É o vazio que preenche o espaço. É a força do nada que se avoluma. É a mesquinhez que se agiganta e nos apequena...
Ainda assim há a lua... Todas as noites sento ao pé do salgueiro a beira do lago fico em silêncio e ouço.
Escuto a vida, palavras lindas murmuradas pelo vento. Eu também te sussurro e peço que não demores, e que chegues nos raios do luar que comigo espera....Há a lua, sempre! _____________________
Delasnieve Daspet Campo Grande MS
October 24
Descalça, o corredor atravesso..
Na distância me torno invisível.
Vejo grades que prendem a minha razão
e as repasso inflexível,
não sentindo a opressão.
O vazio me abraça, me protejo,
invoco recordações,
fortificando-me no ensejo
do que fui e já não sou,
da placidez que o infortúnio
arrebatou.
O piso gélido é meu leito,
a luz é escuridão,
a cela é minha prisão..
Quando livro-me desse feito?
Cale-se, silêncio inútil,
teu som torna-se fútil,
pois grito libertação.
tenta arrebatar-me em vão.
Sorrio da tua face,
usa a máscara da falsidade
Retira o teu disfarce,
Continuarei a aguardar...
Essa é minha opção
E não tua decisão.
Memórias: Tereh
 October 22
AMIGOS, NÃO ESTOU BEM.
ASSIM QUE RETORNAR VISITAREI A
TODOS.
BEIJOS: TEREH
Tornem circunflexo meu pensamento
Retirando-me do que é correto
Tornem-me frieza
Solidificando meus sentimentos.
Transformem a matéria em lousa
E em sarcasmo minha tristeza
Não me deterei em amores.
Esquecerei então onde a lua pousa
E perfeita não terei dores
Querem-me alma paradoxal
Que com o tempo vertem o limo
Matando e tornando-me imortal
Transformando em ferro o linho
Jorrando sangue pelo caminho
Absorvendo de todos o mal
Querem que eu grite a maldade
Fazendo valer a vossa vontade
Mas nada disso eu posso
Pois sou filha
da bondade
Memórias: Tereh  October 21
Receio?
Porque esse medo que o coração sente
Tornando a própria alma apavorada
Que busca esconder-se alucinada
e na busca da verdade, se ressente.
E nas dores que ao espírito persegue
entrega-se no cansaço de ir vivendo
e no lamento vai o corpo padecendo,
pois nem a luz do dia ver consegue.
É um medo que nem a escuridão apaga.
É a luz da morte revestindo o corpo triste
na dor eterna de nunca sentir-se amada.
É um medo que a coragem jamais alcança
e de solidão vai o corpo se consumindo.
É a força difamando a pobre esperança.
Memórias: Tereh
 October 20
Recomeçando
Abre-se meu coração em esperança
por esse amor conhecido
num beijo,num desejo.
Esse amor que elevou minha alma,
mas trazendo o medo já vivido,
mas não desenlaço e
mais me aproximo do perigo.
Desejo teus lábios, quero-te comigo.
Quero que teus beijos me amordaçem
calando meus receios.
Quero eu cantar-te meus poemas,
nas noites serenas,
fazendo nosso o meu luar.
Iremos sentar-nos a beira do mar
e em linhas paralelas
alcançar o infinito
e ouviremos juntos
o canto das gaivotas
que na minha dor
um dia, tornou-se sofrido.
Quero eu, ouvir teu silêncio,
pois teu silencio é o teu olhar.
Pousas-te teus sonhos nos meus
e recuei e não aceitei.
Já não te faço esperar.
Pois na tua sinceridade
fazes-me te amar.
Memórias: Tereh
  October 19
Decisão Inválida
Hoje resolvi, minha verdade confessar
Cansei de ficar na solidão lamentando
Passar todos os dias, calada chorando
Por não ter alguém para conversar.
A todos que a mim perguntaram
Porque a minha poesia é tão triste
Se realmente a minha dor existe
Ou somente idéias de mim brotaram?
Quero a vocês minhas queridas
Muito da minha vida esclarecer
Não irei mais de vocês esconder
Já que as tenho como fieis amigas.
Aquele que essa poesia não ler
Sinto, mas não tornarei a contar
Agora começarei a todas narrar
O motivo de tão sofrida escrever
Ei !! Acho melhor nesse blog calar
Nem todas querem minha vida saber
Quem quiser minha história conhecer
perguntem no msn, pois tudo irei falar..
NÃO TIVE CORAGEM!!!!!
Tereh
   October 18
Onde Sou?
Meus olhos choram a lembrança,
do meu coração verte o sangue
de um passado desconcertado
e desconcertada fiquei.
Quero falar, mas o silêncio me cala,
obriga e me amarra.
Estou presa na razão
de um sentimento sombrio
daquele olhar frio
que a minha alegria destruiu.
Luto com o tempo,
mas o tempo me limita,
não desfaz as amarras dessa solidão que crucifica,
que me joga no vazio interior.
A semente é plantada em terra fértil
mas me torno infértil,
pois o que planto não compensa.
Não me conheço no sorriso.
Tento e extravaso minha verdade
que se faz mentira
Corrompo meu ser em desonestidade
quando acordo na saudade
Que faz da vida o anonimato
e mesmo assim espalho minha alegria, iludindo a quem me presencia.
Me contento na oportunidade,
como se a presença de mim
fizesse parte.
Anulo-me no saber.
Torno-me inata.
A dor a mim maltrata,
como me socorrer?
Creio o tudo saber,
pois em espinhos caminhei.
Filosofo a existência
Ensino a coerência
Enquanto nego,
a minha existência.
Memórias: Tereh October 17
Última Cena
No palco da vida encenei minha alegria.
Invisíveis aplausos, cadeiras vazias.
Imaginações mentidas, tudo fingido.
Vida de ilusões, tempo perdido.
Os lábios sorriam, o peito chorava.
Espetáculo da vida, a dor machucava.
Aplausos à cena, a platéia agradecia.
Sorrindo acenava de lembranças sofria.
Lutei com o tempo, desfiz-me da dor,
sequei o meu pranto a batalha venci,
no campo da guerra, conheci o amor.
Um tempo perdido, tristeza vivida.
Mágoas não sinto, desfaço o rancor,
retorno ao palco, alegria sentida.
Olhei a platéia, vi teus lábios sorrindo.
Um véu de amor, meu corpo encobriu.
Em você eu vi, nova vida surgindo.
Memórias: Tereh
 
October 16
Aconteceu
Meu olhar encontrou o teu
Num reflexo de segundos.
E os desejos guardados,
Pensados, esquecidos,
Naquele segundo alvoroçou
Meus sentidos...
E me vi : menina carente,
Dominada por um querer consciente.
Fechei meus olhos e imaginei-te..
E você me leu e compreendeu.
Teus lábios tocaram os meus
E me entreguei ao momento.
Desejo guardado
Pelo tempo abafado.
Menina carente, mulher ardente;
Apenas uma restou.
Desperto do meu sonho
Porque no teu sonho estou
Senti tua saudade,
Teu desejo de amar-me
Num gemido soou dos meus lábios
”Eu amo-te”
E respondes-te para que eu nunca mais
pudesse esquecer:
“Eu nunca deixei de amar-te”
Memórias: Tereh
October 15  
Expiação
Dor é esse sentimento que me acontece
no peito, sem entender a sua essência.
Gemidos sufoco pela cruel ardência,
que ha muito a minha vida entristece.
Ah! Eu preciso meus olhos fechar
e quisera eu abri-los nunca mais,
feliz então, não lembraria jamais,
dessa dor tendente a me sufocar.
Ah! Dor cruel que mora em minha alma;
É como o ferro, o gelo ou brasa quente.
É uma dor que queima na chama ardente
e não se extingue para advir a calma.
Mas se eu pudesse no momento escolher
trazer-te a mim, pois jamais te esqueci
Esqueceria toda a dor que por ti vivi
veria a alegria no meu peito renascer.
No entanto, essa dor que em mim persiste
Impele-me lágrimas de imensa dor vertente
pois tua presença do meu olhar está ausente
e teu corpo no meu corpo já não mais existe.
Memórias: Tereh

October 14
  
Certeza
Conheço a verdade como perigosa,
já que no peito de todos esmaece,
da mentira o coração se veste,
tornando a verdade misteriosa.
Eu mesmo prefiro crer na mentira,
à verdade ao contar-te que te amo
e que nessa escuridão a ti chamo,
suportando a dor dessa ferida.
Mas uma verdade eu aqui confesso,
o que vês em meus olhos não existe,
nesse brilho de alegria escondo triste,
o amor silencioso que não professo.
Alivia-me não poderes saber disso,
o quão esse amor me é sufocante
e que no peito sigilo vacilante,
as lágrimas por esconder-te isso.
Não direi que te amo, compreendo,
não podes por esse amor fazer nada,
pois da vida e do tempo me repreendo
Porém, mesmo do teu amor separada,
calo-me, pois viver-te não pretendo,
pois da amargura já estou acompanhada.
Memórias: Tereh
 October 13
INCOMPLETO
Na escuridão negra, alucinante
grita um desejo que não passa
pela chance de ter uma desgraça
e tornar-se no mundo um errante.
O vicio do corpo mostra desejado,
de calar essa ância que ultrapassa
pedindo a dor a qual afundamos.
É o próprio vicio incurável da alma, que se num minuto temos calma, no outro, logo nos matamos. Na busca de um objeto que chamamos:
felicidade, alegria, saudade...
que se prova, para conhecer a verdade, que se extingue e como faísca se apaga, pois não existe.
Vive a alma, errante e triste.
Memórias:Tereh October 12
Eu tento esquecer tudo o que ouço,
Malgrado minha força de vontade,
Alio-me, mas me é vã a verdade:
Então prendo-me a esse calabouço.
Tempestades alimentam uma chama,
Que ardente, única que me aquece,
Mesmo sendo quente, a dor perece,
Pois no frio do calabouço ela clama.
Pela liberdade que a alma não tem...
E pela dor de viver que nunca passa.
Não há remédio que curar a faça
Levando essa suplicio para além.
No entanto, minha alma ainda sofre,
E na dor do sofrimento ela descobre,
Que a voz que ouço hoje não é nada.
É só a própria dor se convencendo
De sanar as feridas, que perecendo
Vão gritando a dor que não se cala.
Memórias: tereh

October 11
A amizade valorizada e quando existe o reconhecimento, mesmo diante dos cataclimas do relacionamento. Aceitamos os deslizes do outro na sabedoria e compreensão, admitindo a si próprio que não existe a perfeição no ser humano e assim, com ponderação, passamos a educar-nos para educar o outro naquilo que nos ofende ou no que somos ofendidos.
O verdadeiro amigo não é aquele que não lhe esquece e lhe presenteia, mas sim aquele que não lhe esquece, mesmo sendo ignorado depois de ter-lhe dedicado o máximo do seu tempo. O verdadeiro amigo não é aquele que tem as mãos sempre ao teu alcance, mas sim aquele que lembra de você quando você não está ao seu alcance.
O verdadeiro amigo é aquele que a todo o momento se pergunta por que foi trocado e mesmo assim, guarda na lembrança incessantemente os momentos de alegria que foram vividos, não descartando os momentos de controvérsia, no entanto querendo desculpar-se por seus erros e não o encontrando mais vive em melancolia.
Não existe igualdade de atitudes ou pensamentos quando amamos um amigo.
Cometem-se erros, que na verdade é atitude do próprio ser que pela minoria são valorizadas, quando esses na sapiência sabem reconhecer a sua imperfeição e a imperfeição do outro. Um verdadeiro amigo não se cala diante de uma maneira que o desagrada, mas sim contesta e no dialogo, tenta equilibrar seu modo de pensar. O amor faz parte de uma amizade sincera e o amor sempre vem acompanhado de certo grau de desconfiança, ciúmes e divergências, mas nada que a compreensão não possa prevalecer e transformar essa insegurança num certo domínio de caráter. Desde os primeiros habitantes do mundo, foi-nos alertado sobre a dissensão entre apenas dois humanos, poderia hoje uma pessoa viver tranqüila com tanta competitividade que existe? Paz? Pedem paz, mas não conhecem a serenidade, lutam pela liberdade, mas não se sujeitam a dar ao outro a liberdade, exigem privacidade, mas tolhem a privacidade do outro e assim, para viver na tranqüilidade iludem-se com uma paz inexistente ao se envolverem com pessoas que simplesmente se denominam amigos, no entanto apenas acumulam “amigos” ao seu convívio para mostrar números presentes.
Quem disse que é fácil ser esposo? Quem disse que é fácil ser esposa? Quem disse que é fácil ser filho ou ser pai? Quem disse que é fácil ser amigo?
QUEM DISSE QUE UM RELACIONAMENTO É FÁCIL?
MAS VAMOS CONVIR QUE É TÃO FÁCIL LARGAR UM RELACIONAMENTO DIFÍCIL, QUE É O VERDADEIRO, POR QUE SERÁ?
POR COVARDIA?
SOMENTE NÓS SABEMOS O MOTIVO, NÃO NECESSITAMOS PERGUNTAR-NOS.
Tereh
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